
A nossa história tem duas versões: a da memória e a do inconsciente. É como um iceberg, onde você vê uma pequena parte dele (a memória) e nem imagina o tamanho da parte submersa (o inconsciente).
Podemos lembrar de muita coisa, mas não tudo. O que a nossa memória guarda nunca será suficiente para contar a nossa história. A memória tem limite, ela pode falhar, ela pode se enganar.
A versão do inconsciente é mais completa, só que é a mais difícil de acessar. No inconsciente estão os fatos, as lembranças e o que sentimos. Só que estão misturados e fora da linha do tempo. Tudo o que está lá não é organizado e fica junto com desejos, sonhos, coisas que imaginamos, coisas que gostaríamos que tivessem acontecido. E também muitas coisas difíceis, que recalcamos e não queremos nem saber delas.
Não lembramos do que está inconsciente, mas este conteúdo está o tempo todo influenciando nossa vida, nosso comportamento, nossas relações.
A psicanálise é uma técnica terapêutica que ajuda a juntar as versões da nossa história. Enquanto percorremos a versão da memória, podemos trazer as relações com o que está inconsciente. Através da associação livre, atos falhos, chistes, sonhos e sintomas a versão do inconsciente vai se tornando consciente e, aos poucos, vamos juntando as versões para compreender a nossa história.
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