Ciúmes retroativo: a ferida que dói fora do tempo

Você já sentiu incômodo ou até ciúmes ao pensar nos relacionamentos que seu parceiro ou sua parceira teve antes de você? Já viveu o desejo de “apagar” esse passado, como se ele ameaçasse o seu lugar atual? Isso pode ser mais comum — e mais profundo — do que parece.

Esse tipo de sofrimento tem nome: ciúmes retroativo. E ele diz muito sobre como o inconsciente opera: de forma atemporal, sem distinção de realidade e fantasia e como sede dos desejos.

O que é o ciúmes retroativo?

É o ciúmes que não se volta para o que está acontecendo no presente, mas para o que o outro já viveu: antigos amores, prazeres que não compartilhamos, histórias que não protagonizamos. Mesmo que não haja ameaça real, o afeto é intenso e, muitas vezes, difícil de conter.

Esse tipo de ciúmes fala muito mais de quem sente do que da realidade do outro. É o sujeito quem constrói fantasias, revive cenas internas, aciona dores narcísicas. Como se o passado do outro, de alguma forma, não tornasse legítimo o seu lugar no presente.

As fantasias por trás do ciúmes

O ciúmes retroativo não nasce apenas do medo de perder o outro. Ele pode revelar:

  • A dificuldade em aceitar que o outro tem uma história própria, que não nos inclui;
  • A dor narcísica de não ser o primeiro ou o único;
  • O sofrimento por imaginar que o outro já foi feliz — e sem a nossa presença;
  • A fantasia de exclusão: “eu deveria ter estado ali”, “nunca vou ocupar esse lugar”.

O que a psicanálise diz sobre o ciúmes

Freud nos lembra que todo ciúmes envolve um terceiro — real ou imaginado — e que ele frequentemente se sustenta mais em fantasias do que em fatos. Já Melanie Klein nos aproxima da inveja: o desejo de destruir o prazer do outro, por não suportar não tê-lo vivido.

É como se o sujeito não suportasse que o outro tenha experimentado satisfação sem ele. E aí o passado vira uma ameaça fantasmática, mas real na psique e até no corpo.

Uma ferida que dói fora do tempo

O ciúmes retroativo é, muitas vezes, uma ferida narcísica que se abre e dói fora do tempo. Uma dor que se atualiza diante do que já passou, mas que insiste em se fazer presente.

Ele coloca em cena não só a relação atual, mas marcas infantis ou de um passado distante, inseguranças profundas, lutos não elaborados. E, por isso, precisa ser escutado com cuidado.

A escuta que transforma

Não há cura rápida para o ciúmes retroativo. Nem existe uma solução pronta, porque ele é subjetivo, singular, atravessado por desejos, fantasias e experiências.

Mas há um caminho possível: a escuta analítica. Um espaço onde o sujeito pode começar a se perguntar: o que isso diz sobre mim? Que cenas internas essa dor reativa? Por que esse passado me fere tanto?

Esse processo não é imediato. Mas geralmente é eficaz, porque não tapa o sintoma — elabora.
E quando o sujeito consegue simbolizar a dor, muitas vezes o ciúmes perde sua força compulsiva… e dá lugar a algo novo: mais liberdade, mais consciência, mais presença no agora.

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Por que é tão difícil lidar com mudanças?

Mudar é sempre um desafio. Mesmo quando sabemos que a mudança é positiva, é comum sentirmos medo, insegurança ou até resistência. Mas por que isso acontece? O que torna as transições da vida tão difíceis de enfrentar?

A resposta está no fato de que toda mudança envolve perda. Quando mudamos, deixamos algo para trás – uma rotina, uma identidade, um ambiente familiar. E o que é conhecido, mesmo que não seja ideal, costuma ser mais confortável do que o desconhecido.

Pense em uma mudança de emprego. Por mais que a nova oportunidade pareça promissora, ela também traz despedidas: dos colegas, das atividades do dia a dia, da segurança de saber exatamente o que esperar. Isso também acontece quando mudamos de cidade, de escola, quando saímos de casa ou até mesmo quando nos casamos. Cada mudança carrega em si um luto pelo que ficou para trás.

Nosso inconsciente busca estabilidade. Ele prefere se manter em um território conhecido, mesmo que esse lugar não seja o melhor para nós. Por isso, mudar pode gerar angústia, ansiedade e medo. Como defesa, muitas vezes resistimos às mudanças ou até desistimos de algo novo antes mesmo de tentar.

Mas e se, em vez de evitar as mudanças, pudéssemos compreendê-las? Se, ao invés de focarmos apenas no que estamos perdendo, conseguíssemos olhar para o que estamos ganhando?

A psicanálise pode ajudar nesse processo. Ela nos permite entender os medos e inseguranças que aparecem diante do novo, identificar padrões inconscientes que nos fazem resistir e, principalmente, encontrar caminhos para lidar com as transições de forma mais consciente e menos dolorosa.

Se você sente que a mudança tem sido um obstáculo na sua vida, talvez seja hora de investigar o que está por trás desse medo. Afinal, nem sempre é o novo que assusta, mas sim o significado que damos a ele.

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O que nossas preferências falam sobre nós?

Provavelmente você tem um filme preferido, um livro que foi marcante para você, uma série que te prendeu muito a atenção. Você já parou para pensar por que gosta de certos filmes, músicas ou livros? Ou por que algumas histórias parecem tocar sua alma enquanto outras não despertam interesse algum? Nossas preferências culturais – os filmes que assistimos, as músicas que repetimos, os livros que nos envolvem – não são aleatórias. Pelo contrário, elas podem revelar muito sobre nossa subjetividade, nossos desejos inconscientes e até mesmo nossos conflitos internos.

Nossos gostos e o inconsciente

Na psicanálise, entende-se que nada em nós é fruto do acaso. Se um livro prende nossa atenção ou uma música nos emociona profundamente, há algo nessa escolha que ressoa com nossa história. Muitas vezes, nos identificamos com personagens, enredos ou melodias porque eles simbolizam algo que vivemos, desejamos ou tememos.

Por exemplo, uma pessoa que sempre se emociona com histórias de superação pode estar, inconscientemente, buscando elaborar seus próprios desafios internos. Quem prefere livros sobre mistérios e investigações pode ter uma relação forte com o desejo de descobrir verdades escondidas – dentro de si ou no mundo. Já aqueles que evitam certos temas podem estar, na verdade, fugindo de conteúdos que despertam angústias profundas.

A arte como espelho da psique

Filmes, séries e músicas funcionam como espelhos simbólicos: eles nos mostram aspectos de nós mesmos que, muitas vezes, não conseguimos expressar diretamente. É por isso que, em determinados momentos da vida, mudamos nossas preferências – um gênero de filme que antes adorávamos pode deixar de fazer sentido, enquanto novas paixões culturais surgem. Isso acontece porque estamos em constante transformação psíquica, e nossas escolhas acompanham esse movimento.

O que suas preferências dizem sobre você?

Observar seus gostos com um olhar psicanalítico pode ser uma forma interessante de autoconhecimento. Pergunte-se:

  • Quais temas mais me atraem na ficção? Eles têm relação com minha história de vida?
  • Existe um padrão nas minhas escolhas? Prefiro narrativas de amor, aventura, tragédia?
  • Que sentimentos minhas preferências despertam? Busco conforto, desafio, identificação?

Essas perguntas não têm respostas prontas, mas podem ajudar a entender melhor os conteúdos psíquicos presentes em nossas escolhas. Afinal, aquilo que consumimos culturalmente não é apenas entretenimento: é também uma janela para o nosso inconsciente.

Conclusão

Nossos gostos dizem muito sobre quem somos, o que desejamos e até o que evitamos. Observar com atenção nossas preferências pode ser um caminho para compreender melhor a nós mesmos. E você, já pensou sobre o que seus filmes, músicas e livros favoritos revelam sobre sua subjetividade?

Psicanálise Funciona para Ansiedade e Depressão?

Entenda o Olhar Psicanalítico para os Sintomas

A ansiedade e a depressão são dois dos transtornos mais comuns da atualidade, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. Muitas delas procuram a terapia para o tratamento de seus sintomas e, diante de tantas abordagens, a psicanálise pode ser uma opção. Mas será que a psicanálise funciona para ansiedade e depressão?

A resposta não é simples, pois a psicanálise tem um olhar específico para os sintomas. Ao contrário de abordagens que buscam apenas reduzir os sintomas de forma rápida, a psicanálise propõe uma investigação profunda das causas inconscientes da angústia, ajudando o indivíduo a compreender sua história, suas relações e seus padrões emocionais.

O Que a Psicanálise Entende por Ansiedade e Depressão?

Para a psicanálise, a ansiedade e a depressão não são apenas distúrbios neuroquímicos, mas também sintomas que revelam conflitos internos e mecanismos psíquicos que merecem atenção.

Ansiedade na Visão Psicanalítica

A ansiedade, segundo a psicanálise, pode ser um sinal de que algo no inconsciente está tentando emergir, mas encontra resistências. Pode estar relacionada a desejos reprimidos, traumas não elaborados ou situações que remetem a experiências anteriores de medo e insegurança.

O tratamento psicanalítico busca compreender a raiz desse sofrimento, permitindo que o indivíduo dê novos significados ao que sente e encontre formas mais saudáveis de lidar com suas emoções.

Depressão na Visão Psicanalítica

Na psicanálise, a depressão pode ser vista como um processo de luto mal elaborado, uma angústia ligada a perdas simbólicas ou reais, ou mesmo uma forma de punição inconsciente. Muitas vezes, o sujeito deprimido carrega uma culpa que nem sempre é consciente, dificultando sua elaboração emocional.

O trabalho psicanalítico, nesse caso, visa dar voz aos sentimentos reprimidos, ajudando o paciente a reconstruir sua narrativa e encontrar um novo sentido para sua experiência.

A Psicanálise Pode Ajudar?

Sim, a psicanálise pode ser um caminho eficaz para quem sofre com ansiedade e depressão. Diferente de abordagens focadas apenas na redução dos sintomas, a psicanálise busca trabalhar as causas profundas do sofrimento, promovendo uma mudança duradoura.

O processo é individual e exige tempo, pois cada pessoa tem sua própria história e complexidade psíquica. No entanto, para aqueles que desejam um entendimento mais profundo sobre si mesmos, a psicanálise pode proporcionar um caminho de autoconhecimento e transformação.

Conclusão

Se você sofre com ansiedade ou depressão e deseja compreender melhor suas emoções, a psicanálise pode ser uma boa alternativa. O trabalho psicanalítico permite uma escuta atenta e um espaço seguro para explorar suas questões mais profundas.

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A Interpretação na Psicanálise: O que ela revela e como pode transformar sua vida

Na psicanálise, a interpretação é um dos elementos mais importantes do processo terapêutico. Por meio dela, o analista ajuda o analisando a compreender o significado de experiências, sonhos, atos falhos e sintomas que, à primeira vista, podem parecer desconexos ou incompreensíveis. Neste artigo, vamos explorar o que é a interpretação na psicanálise, sua importância, os possíveis resultados e o que Freud e outros teóricos disseram sobre essa prática fundamental.

O que é a interpretação na psicanálise?

A interpretação é o processo de decifrar e atribuir sentido a conteúdos que emergem do inconsciente. Quando o paciente fala, seja por meio da associação livre ou da descrição de sonhos e sintomas, o analista escuta atentamente para ajudá-lo a identificar significados ocultos e estabelecer conexões entre diferentes experiências. Isso inclui compreender desejos reprimidos, conflitos internos e os mecanismos de defesa que mantêm os sintomas.

Freud definiu a interpretação como o caminho para acessar o inconsciente. Em sua obra A Interpretação dos Sonhos (1900), ele escreveu:

“A interpretação dos sonhos é a via régia que conduz ao conhecimento das atividades inconscientes da mente.”

Essa ideia ilustra como a interpretação permite desvendar aspectos profundos do psiquismo que impactam diretamente o modo como o sujeito vive e se relaciona.

Por que a interpretação é importante?

A interpretação tem um papel central na psicanálise porque é através dela que o paciente pode:

  • Reconhecer padrões inconscientes: Muitos comportamentos repetitivos, como escolhas destrutivas ou padrões de relacionamento, têm origem em conflitos inconscientes que precisam ser identificados.
  • Compreender o próprio sofrimento: Ao dar sentido a sintomas e experiências, o paciente ganha clareza sobre a origem de suas dores emocionais.
  • Transformar-se: Compreender os conflitos internos abre caminho para novas possibilidades, rompendo ciclos de sofrimento.

Melanie Klein, outra grande teórica psicanalítica, enfatizou a importância da interpretação no trabalho com pacientes, especialmente com crianças. Segundo ela, a interpretação ajuda o paciente a tolerar e elaborar emoções intensas, promovendo a integração da experiência emocional.

Resultados possíveis da interpretação

Quando a interpretação é feita no momento certo e de forma adequada, ela pode gerar uma série de transformações no paciente:

  1. Insights profundos: O paciente passa a entender suas motivações inconscientes, o que traz uma nova perspectiva sobre si mesmo.
  2. Alívio de sintomas: Quando os conflitos reprimidos são elaborados, os sintomas que antes expressavam esses conflitos podem ser ressignificados e aliviados.
  3. Mudanças no comportamento: A consciência dos padrões inconscientes permite que o paciente escolha novas formas de agir.

No entanto, os resultados não são imediatos e variam de acordo com cada indivíduo. O impacto da interpretação está intimamente ligado ao ritmo de elaboração de cada paciente.

A interpretação como processo artesanal

Ao contrário do que muitos pensam, a interpretação não é um processo mecânico ou uma receita pronta. Ela é cuidadosamente ajustada à singularidade de cada paciente. Como escreveu Wilfred Bion, o analista deve estar disposto a “não saber” e escutar o paciente sem preconceitos, permitindo que a interpretação surja da própria dinâmica analítica.

Esse caráter artesanal faz da interpretação uma experiência única e transformadora, respeitando o tempo e as resistências de cada indivíduo.

Considerações finais

A interpretação é uma das técnicas da psicanálise para acessar o inconsciente, permitindo que o paciente compreenda as causas profundas de seu sofrimento e encontre novas formas de viver. Por meio dela, a psicanálise oferece um caminho para o autoconhecimento e a transformação.

Se você já se perguntou o que seus sonhos, sintomas ou padrões de comportamento podem revelar, talvez seja hora de considerar a psicanálise como uma possibilidade. Cada jornada é única, e os resultados podem ser surpreendentes.

Que tal iniciar essa jornada de autodescoberta? Envie uma mensagem ou agende um horário para saber mais.

Do Estresse ao Equilíbrio: A Relação Entre Saúde Mental e Produtividade

O trabalho é uma fonte de realização, aprendizado e crescimento. Porém, ele também pode ser a causa do estresse e do burnout, grandes vilões da saúde mental. Ansiedade, pressão por resultados e jornadas excessivas são apenas alguns dos fatores que podem levar ao esgotamento emocional e, consequentemente, afetar a produtividade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o estresse relacionado ao trabalho é um dos problemas de saúde mais comuns globalmente, contribuindo significativamente para a ocorrência de transtornos como ansiedade e depressão. Além disso, um relatório da International Labour Organization (ILO) destaca que o estresse ocupacional está diretamente ligado à queda de desempenho, aumento de absenteísmo e maior rotatividade de funcionários.

Como o estresse impacta a produtividade?

O estresse não é apenas uma sensação desconfortável — ele afeta o funcionamento do cérebro, a capacidade de tomar decisões e a criatividade. Veja alguns exemplos de como isso pode ocorrer no ambiente de trabalho:

  1. Falta de concentração e erros frequentes: Quando estamos estressados, a mente fica sobrecarregada com preocupações e dificuldades, reduzindo nossa capacidade de foco. Isso pode levar a falhas até mesmo em tarefas simples.
  2. Procrastinação: O medo de falhar ou a sensação de incapacidade, exacerbados pelo estresse, podem levar à paralisia frente às responsabilidades, prejudicando prazos e entregas.
  3. Problemas de relacionamento: Sob estresse, muitas vezes nos tornamos mais reativos, o que pode causar conflitos com colegas, impactando negativamente a dinâmica de equipe.
  4. Queda na criatividade: O estresse limita nossa habilidade de pensar fora da caixa, essencial para resolver problemas e inovar.
  5. Burnout: Em casos extremos, o estresse contínuo pode levar ao burnout, uma síndrome caracterizada por exaustão emocional, redução do senso de realização e despersonalização. Pessoas nessa condição costumam apresentar produtividade extremamente baixa e um profundo sentimento de fracasso.

Por que olhar para dentro pode transformar essa realidade?

A psicanálise oferece uma abordagem profunda para lidar com o estresse no trabalho, explorando as raízes inconscientes que alimentam os comportamentos e emoções relacionados a ele. Por exemplo:

  • Necessidade de perfeição: Muitos trabalhadores sentem que só serão valorizados se entregarem sempre mais do que é esperado, o que os coloca em um ciclo de exaustão. Na análise, podemos investigar de onde vem essa crença e como transformá-la.
  • Dificuldade em dizer “não”: A incapacidade de impor limites pode estar ligada ao desejo inconsciente de agradar ou ao medo de rejeição. Entender essas motivações ajuda a estabelecer relações mais equilibradas no trabalho.
  • Identificação com o papel profissional: Algumas pessoas sentem que seu valor está diretamente ligado ao desempenho no trabalho, o que as torna mais vulneráveis ao estresse. A análise pode ajudar a desconstruir essa identificação excessiva, promovendo uma visão mais ampla e saudável de si mesmas.

Dados que reforçam a urgência do tema

  • A American Psychological Association (APA) aponta que 77% dos trabalhadores experimentam regularmente sintomas de estresse, como dores de cabeça, insônia e irritabilidade.
  • Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), 32% dos brasileiros relataram que o trabalho é sua principal fonte de estresse.
  • Empresas que investem em saúde mental relatam um aumento médio de 20% na produtividade de suas equipes, conforme estudo do Deloitte Center for Health Solutions.

Como criar equilíbrio entre trabalho e bem-estar?

Além de buscar mudanças organizacionais, como políticas de apoio à saúde mental, é essencial que cada indivíduo olhe para dentro e identifique os fatores que o deixam mais vulnerável ao estresse.

Na psicanálise, esse processo é conduzido de forma acolhedora, respeitando o tempo e as necessidades de cada pessoa. Durante as sessões, trabalhamos juntos para compreender os significados inconscientes do sofrimento e encontrar formas de lidar com os desafios do ambiente profissional sem que eles consumam toda a sua energia e autoestima.

Um convite à reflexão

Como o estresse tem impactado sua vida e sua produtividade? Você sente que precisa estar sempre no limite para atender às expectativas?

Cuidar da saúde mental no trabalho não é luxo, é necessidade. A psicanálise pode ser um caminho poderoso para alcançar equilíbrio e clareza, ajudando você a transformar o modo como vive e trabalha.

Para saber mais sobre como a psicanálise pode ajudar, entre em contato e agende uma entrevista. Descubra novas formas de se reconectar com o que realmente importa.

Câncer de Mama e a Saúde Emocional: O Olhar da Psicanálise

Outubro é o mês da conscientização para a prevenção do câncer de mama. A campanha existe desde o início dos anos 1990 e é chamada de Outubro Rosa.

O diagnóstico de câncer de mama é um momento transformador na vida de qualquer pessoa. Ele traz uma carga emocional intensa, não só pela doença em si, mas também pelos efeitos colaterais do tratamento, pelas incertezas e pelo impacto na autoimagem. Não podemos esquecer também das pessoas ao redor, que muitas vezes se veem como cuidadores, também sobrecarregados emocionalmente. E onde fica a saúde emocional nesse processo?

A psicanálise, enquanto prática clínica que olha para o inconsciente e os significados por trás dos sintomas, nos convida a refletir sobre como o câncer de mama afeta profundamente a identidade e o equilíbrio emocional. Para quem está vivendo essa experiência, seja no próprio corpo ou ao cuidar de alguém, lidar com as emoções se torna um desafio, muitas vezes solitário e doloroso.

Uma das emoções mais intensas que surgem é o medo. O medo da perda, da dor, da mudança e, às vezes, o medo do futuro. Estes sentimentos não são triviais e tendem a se manifestar em ansiedade, depressão e até em somatizações, que afetam ainda mais a qualidade de vida. A psicanálise permite que essas angústias sejam trazidas à superfície, para que possamos lidar com elas de forma mais consciente.

Outro ponto importante é a mudança na autoimagem e na autoestima. O corpo, durante e após o tratamento, passa por alterações que podem abalar o senso de identidade. Para muitas mulheres, a mama é vista como parte integral da feminilidade, e a ideia de perdê-la pode desencadear sentimentos de inadequação ou luto.

O tratamento do câncer de mama passa por diversas etapas. Entre sessões de quimioterapia, radioterapia, cirurgia, bloqueio hormonal, exames e vacinas podem surgir dúvidas, incertezas, frustrações e efeitos colaterais no corpo e na mente. É um período longo, podendo avançar por anos. A psicanálise oferece um espaço para ressignificar essas mudanças e encontrar formas de (re)estabelecer o equilíbrio emocional.

Além disso, há os cuidadores. Quem está ao lado de uma pessoa passando pelo câncer de mama frequentemente coloca suas próprias necessidades em segundo plano. Porém, é fundamental lembrar que, para cuidar do outro, é necessário cuidar de si mesmo primeiro. Não se trata de egoísmo, mas de preservação da própria saúde emocional para poder oferecer o suporte necessário ao outro.

A psicanálise surge como uma importante aliada no processo de tratamento do câncer de mama. Ao oferecer um espaço seguro para a fala, a escuta e a reflexão, ela permite que tanto quem vive a doença quanto os cuidadores possam elaborar suas dores, suas angústias e suas inseguranças, encontrando formas mais saudáveis de lidar com o sofrimento e com as transformações que o câncer impõe.

Se você está passando por essa experiência ou acompanhando alguém com câncer de mama, saiba que cuidar da saúde emocional é tão essencial quanto cuidar do corpo. A psicanálise pode ajudar a enfrentar os desafios emocionais com mais clareza e compreensão, proporcionando um caminho para o autoconhecimento e o fortalecimento interno diante das adversidades. Através de exploração do inconsciente é possível encontrar caminhos para atravessar o turbilhão de emoções que acompanha o câncer de mama com confiança e segurança.

Chocolate: breve reflexão psicanalítica sobre chocolatria e prazer

“Coelhinho da Páscoa, o que trazes pra mim? Um ovo, dois ovos, três ovos, assim.” Você conhece essa música? Acredito que ela fez parte da infância de muita gente.

A Páscoa é uma data muito importante para os cristãos, pois se comemora a ressurreição de Cristo. Até que a criança se dê conta de que é uma data religiosa, para ela a Páscoa tem um outro significado: ganhar e comer chocolate. Para crianças e adultos, dar e receber ovos de Páscoa é um ritual muito importante e especial.

O chocolate faz parte da vida das pessoas e cada uma pode desenvolver um tipo de relação com ele: amor, desejo, proibição, vício, compensação, ódio, e a psicanálise é uma ferramenta eficaz para compreender e tratar essa relação. A Páscoa é um bom momento para refletir sobre a relação com o chocolate e é sobre isso que falamos no texto a seguir.

O chocolate é uma iguaria feita basicamente de cacau, leite e açúcar. É um alimento rico em triptofano que estimula o cérebro a produzir endorfina, hormônio que pode trazer um sentimento parecido com a felicidade, e serotonina, neurotransmissor que causa sensação de alívio e prazer. Por isso é muito fácil desenvolver uma relação de amor com o chocolate, já que ele causa prazer imediato e de fácil acesso.

Por trazer prazer e felicidade e conter açúcar, uma substância altamente viciante, o chocolate pode provocar a chocolatria. Chocólatra é alguém com vício em chocolate, equivalente ao vício em drogas, álcool, jogos. O chocólatra não consegue ficar sem chocolate e isso não é apenas na Páscoa, mas no ano inteiro, o tempo todo. A chocolatria pode trazer problemas de saúde pelo alto teor de gordura, mas também pode trazer conflitos nos relacionamentos, sentimentos de culpa, vergonha, baixa autoestima e crises de abstinência que resultam em dores de cabeça, irritação e até comportamentos de risco, como sair de casa de madrugada atrás do chocolate.

Nem toda pessoa que ama chocolate é um chocólatra e é importante refletir sobre isso. O chocolate pode ser uma estratégia (ou desculpa, por que não?) para aliviar os sintomas da TPM, do estresse, da ansiedade. Também pode ser usado como um substituto para um carinho, para compensar a falta de atenção, para tentar se livrar da tristeza ou uma forma de tornar a vida mais doce. O chocolate é um dos presentes mais trocados pelos casais apaixonados, levado para pessoas que estão se recuperando de alguma doença ou acidente, prometido para as crianças (inclusive a que mora no adulto) como recompensa por um bom comportamento.

A relação com o chocolate pode ser saudável, quando há moderação e consciência sobre o consumo. A relação também pode ser benéfica para a saúde, já que o chocolate amargo também contém antioxidantes. O problema é quando a relação vira dependência ou compulsão e começa a afetar a qualidade de vida do indivíduo. Infelizmente, na maioria das vezes, o próprio indivíduo não percebe que está em uma relação complicada com o chocolate e demora para procurar ajuda. 

Há muitos tratamentos para a chocolatria, compulsão ou consumo excessivo de chocolate que vão da medicação às terapias. Depende de cada indivíduo e também da intensidade, frequência e motivação do consumo.

A psicanálise é uma técnica terapêutica que pode ajudar o indivíduo a compreender a sua relação com o chocolate e suas motivações inconscientes por trás dessa relação. Nas sessões o paciente vai falar sobre afeto, doçura, conforto, prazer, compensação, relaxamento, alívio e tudo o que ele associa ao chocolate. Percorrendo a sua história e seus relacionamentos é possível compreender seus desejos inconscientes que estão por trás de sua relação com o chocolate. Dessa forma, pode fazer escolhas de forma consciente, inclusive a de comer um chocolatinho na Páscoa, sem culpa ou medo.

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Autoconhecimento Através da Psicanálise: Não É Preciso Estar Doente para Procurar Terapia

A busca por terapia, seja psicanálise ou outra abordagem psicoterapêutica, geralmente surge quando enfrentamos desafios emocionais ou sintomas que impactam negativamente nosso bem-estar. Ansiedade, depressão, estresse, conflitos nos relacionamentos e desequilíbrio emocional são queixas comuns que levam as pessoas a procurar ajuda profissional. No entanto, nos dias de hoje, é cada vez mais frequente recebermos em nossos consultórios indivíduos que não apresentam demandas claras, sintomas aparentes ou que não percebem algo específico fora do lugar.

Quando indagados sobre o que os motivou a buscar a terapia, a resposta surpreendente é: “Quero me conhecer”. Isso nos leva a questionar: é possível realizar psicanálise para fins de autoconhecimento, mesmo na ausência de uma queixa aparente? A resposta é afirmativa – é possível, e, mais do que isso, é muito valioso.

A ideia de que é necessário estar “doente” para procurar a psicanálise é um equívoco comum. A psicanálise, enquanto ferramenta terapêutica, vai além da resolução de sintomas evidentes. Ela se propõe a investigar as camadas mais profundas da mente, identificando aspectos muitas vezes inconscientes que influenciam nosso comportamento, pensamentos e emoções.

Aqueles que buscam a psicanálise para autoconhecimento estão reconhecendo a importância de entender as complexidades de sua própria psique. Mesmo na aparente ausência de uma queixa, a psicanálise pode revelar questões ocultas que afetam a vida cotidiana. Afinal, a queixa pode existir, mas não estar clara de imediato.

A falta de autoconhecimento pode resultar em insegurança, repetição de erros, procrastinação, desmotivação e frustração. Além disso, pode levar à perda de oportunidades, baixa autoestima e pouca autoconfiança. Ignorar as nuances do próprio eu pode contribuir para o desenvolvimento de padrões autodestrutivos e dificultar a construção de relacionamentos saudáveis.

A psicanálise é uma técnica terapêutica muito indicada para a exploração e compreensão de si mesmo. Ela oferece um espaço seguro e acolhedor para investigar as áreas da psique que muitas vezes permanecem escondidas. Ao identificar e compreender os conteúdos inconscientes, o indivíduo ganha maior clareza sobre suas motivações, desejos e padrões de comportamento.

A decisão de iniciar a psicanálise motivado pelo simples interesse em si mesmo é louvável. O desejo de se conhecer melhor é um impulso saudável que pode conduzir a uma vida mais plena e satisfatória. O processo psicanalítico, mesmo na ausência de sintomas aparentes, proporciona um espaço para a autorreflexão, o autoentendimento e a promoção do crescimento pessoal.

A busca pela psicanálise não deve ser exclusivamente reservada para momentos de crise. Querer se conhecer é um motivo válido e, muitas vezes, um primeiro passo para uma jornada de autodescoberta que pode enriquecer todas as áreas da vida.

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